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Excelente notícia! Ciclismo atrai a atenção de grandes empresários brasileiros

A magrela está ganhando muitos adeptos.

Cada vez mais brasileiros estão andando de bicicleta, hoje, de acordo com a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) já estamos na casa dos 25 milhões de pessoas que andam de bicicleta todos os dias no Brasil. Seja como esporte, meio de transporte ou hobby, a bike está caindo no gosto dos brasileiros.

O número de atletas participando de competições também cresceu bastante. Em 2008, cerca de 5.400 pessoas estão cadastradas na Confederação Brasileira, em três anos esse número cresceu 62%, hoje já existem cerca de 8.800 pessoas cadastradas. “A promoção de etapas de campeonatos internacionais, no País, tem atraído  muita gente para o esporte”, diz Wesley Kestrel, diretor da CBC.

Provas de grande porte estimulam a participação de atletas, uma vez que valem pontos para o ranking internacional do ciclismo. Um boa posição nesse ranking permite que atletas participem de competições como Jogos Pan Americanos, Olimpíadas e etc…

O Projeto LiveWright

Os empresários João Paulo Diniz, do Grupo Pão de Açucar, Roberto Klabin, da Klabin e mais 11 empresário criaram um grupo chamado LiveWrigth, em homenagem a Roger Wright, investidor que morreu em um acidente aéreo na Bahia em 2009. O objetivo do grupo é apoiar esportes que normalmente não tem verbas de patrocinadores tradicionais de eventos esportivos no país.

A idéia é estimular o ciclismo e outros esporte de forma que novos atletas de alto nível surjam no país. Crescendo assim a participação brasileira nas olimpíadas de 2016. O grupo que foi criado com a ajuda da consultoria McKinsey, possui 14 milhões de reais em caixa e estão elaborando projetos para estimulo ao esporte, para apresentar para empresas e levantar mais recursos para investir.

A aposta é que os investimentos sejam retornados com a exposição do esporte que está crescendo bastante. Para isso parte do projeto também envolve acordo com transmissoras de tv, para cobrir mais eventos de ciclismo, aumentando assim a visibilidade dos atletas e dos patrocinadores.

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Equipe HTC-Highroad com futuro incerto.

Falta de Patrocínio

A equipe mais bem sucedida, em número de vitórias do Pro Tour, pode estar com os dias contados por falta de patrocinadores. Esse é um dos efeitos maléficos da repercussão ruim, que os casos de doping têm trazido para o esporte.

A HTC-Highroad, atual equipe de grandes nomes do ciclismo como, Mark Cavendish, Mark Renshaw, Matt Goss, Tony Martin e vários outros, conseguiu atingir a impressionante marca de 460 vitórias, somando o time masculino e feminino, desde 2008. Porém, mesmo com esse sucesso incrível, a empresa de tecnologia HTC, principal patrocinadora da equipe não confirmou a renovação o contrato de suporte ao time, que vence no final desse ano.

O ciclismo manchado pelo doping

O dono da equipe Bob Stapleton, está correndo atrás de novo patrocinadores para sustentar seus 36 atletas de 18 nacionalidades. Porém, a economia abalada pela crise européia e os recorrentes escândalos de doping envolvendo o ciclismo, estão diminuindo o interesse das empresas em patrocinar equipes do esporte.

Stapleton argumenta com seus possíveis patrocinadores: “Devido as regras de patrocínio, o ciclismo oferece uma oportunidade única para as empresas que apoiam equipes, uma vez que o nome da equipe passa a ser o nome da empresa patrocinadora. Por exemplo, uma empresa pode colocar seu nome na camisa do Manchester United, mas o time continuará a se chamar Manchester United”.

Mesmo assim, nenhuma empresa se mostrou, até agora, disposta a investir na equipe. Todas argumentam que como existem diversos esportes necessitando de patrocínio e o ciclismo está com a imagem manchada por conta dos casos de doping, elas preferem investir em outras modalidades.

E a saída de Cavendish?

O maior astro da equipe, o sprinter britânico Mark Cavendish, vencedor de 15 estágio do Tour de France, está com a passagem praticamente comprada, com destino a equipe Sky. De acordo com o dono da HTC-Highroad, apesar de ser uma grande perda, este não é o maior impedimento para conseguir patrocínios.

O Tour de France abre uma janela de oportunidades para a equipe. Mas de acordo com Stapleton, se nada for firmado até o final do Tour, a equipe começará a pensar em como encerrar as operações. Infelizmente, uma das melhores equipes do ciclismo profissional pode deixar de existir por conta dos irresponsáveis do doping.

Banco do Brasil reavalia patrocínio ao ciclismo

Matéria Folha.com

O Banco do Brasil reavalia a continuidade de seu patrocínio à CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo).

A entidade que gere a modalidade no país é suspeita de falta de transparência em casos de doping e de não punir atletas que testaram positivo ao longo de 2010.

Ciclistas flagrados em exames feitos a pedido da UCI (União Ciclística Internacional) em competições internacionais realizadas no Brasil, no ano passado, estariam competindo normalmente sem terem sido punidos.

A modalidade tinha o Banco do Brasil como seu principal patrocinador desde 2009, mas o contrato encerrou-se em outubro do ano passado. O valor dos repasses anuais jamais foram revelados.

O departamento de esporte da instituição pedirá explicações à CBC e afirma que desconhecia os problemas.A polêmica atrapalha a renegociação. “A prorrogação do vínculo será reavaliada à luz dos novos fatos”, declarou oficialmente o banco.

Na sede da entidade, em Londrina (PR), dirigente confirma que os casos de doping existiram, mas os diretores foram desautorizados a falar em nome da entidade.

O presidente da CBC, José Luiz Vasconcellos, está na Colômbia, em um congresso.

“Todos os atletas que tiveram problemas foram julgados e penalizados. Estamos trabalhando dentro do regulamento internacional. Isso mostra seriedade no nosso trabalho”, disse, por e-mail.

“Entendemos que a divulgação dos [nomes dos] penalizados é um assunto pessoal do atleta. Nem o site da UCI informa os nomes dos punidos”, afirmou Vasconcellos.

Folha conversou ontem com um dos ciclistas envolvidos, que disse ter sido orientado pela confederação a não comentar sobre o assunto.

Ele não negou ter sido flagrado no exame antidoping, mas afirmou não ter recebido nenhuma notificação da UCI e continua competindo.

Pelo menos dois atletas que teriam testado positivo foram contemplados neste ano pelo programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte. Receberam benefícios nas categorias internacional e nacional, que rendem R$ 1.500 e R$ 750 mensais, respectivamente.

A assessoria da pasta, em nota, disse que os repasses foram cortados. O ministério declarou que não é responsável por verificar se o atleta está legal para competir. “Casos de doping devem ser informados oficialmente ao ministério pelas confederações”, afirmou a assessoria.

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) não comentou o caso e disse que “a competência para apuração de doping é da confederação”.

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