Matéria do G1.

Assistam o vídeo , muito bacana!

Duas cidades parecidas com São Paulo estão investindo em transportes alternativos, como forma de reduzir a quantidade de carros nas ruas e melhorar a qualidade do ar. Na Cidade do México, capital mexicana, o espaço para bicicletas nos domingos ocupam as avenidas. O passeio é em família, sobre duas rodas. Já em Bogotá, capital colombiana, o sonho da bike dura há mais de 35 anos.

Na capital mexicana, a Avenida Paseo de La Reforma fica completamente fechada somente para outros tipos de transportes. Pessoas pedalam, andam de patins, passeiam com cachorros e só nos cruzamentos é permitida a passagem de carros.

São 24 km exclusivos para bicicletas, das 8h às 14h, todo domingo. Além da exclusividade no fim de semana, a Cidade do México disponibiliza mais de 100 km de ciclovias. A ideia é espalhar a cultura da bicicleta.

Em São Paulo também tem sido assim. A ciclofaixa de lazer ajuda a harmonizar a convivência entre ciclistas e motoristas, que vão se acostumando com as bikes nas ruas.

Para Tanya Muller, responsável pela iniciativa de incentivo ao uso de bicicletas no México, a prioridade é melhorar o espaço público e a qualidade de vida dos habitantes. “Como conseguimos isso? Tendo mais espaço público onde as pessoas possam aproveitar, transitar com segurança. Isso tem a ver com a bicicleta também”, conta ela.

Há um ano, a bicicleta já é vista como meio de transporte na capital mexicana. Muitas pessoas optam pelas duas rodas na hora de se locomover na cidade. O governo também estimula o uso com a “Ecobici”, onde qualquer pessoa pode usar, basta ter um cartão específico, encostar na máquina e retirar a bike.

“Cinquenta por cento das viagens que fazemos diariamente são menores do que 8 km e, nesses casos, o uso da bicicleta é muito eficiente. Além disso, você pode combinar a Ecobici com o metrô e com o Metrobus”, completa Muller. O sistema de empréstimo de bicicleta permite que você pegue a bike emprestada no meio da rua, de uma praça. Esse sistema já existe também em várias cidades da Europa como Paris e Barcelona.

Bogotá
A ciclovia de Bogotá, capital da Colômbia, começou há 37 anos, fruto de um sonho de alguns estudantes que provavelmente não se deram conta da importância do que fizeram. “É saudável, não poluímos”, conta o ‘Green Man’, o homem verde, um super-herói anônimo.

Na cidade são 121 km só para os ciclistas, todo domingo. “Durante as férias, alcançamos 1,5 milhão de pessoas que vêm a cada domingo ou feriado para a ciclovia”, explica Maurício Ramos, coordenador da ciclovia. O local acolhe todas as classes sociais e idades.

Ter bicicleta em Bogotá é cultural. Na casa da comunicadora Cláudia Rocha é uma para cada pessoa da família. “A gente faz exercício, sai, é muito seguro. Tem sempre alguém em volta tomando conta para que tudo saia bem.”

Dia Ramirez, estudante de desenho gráfico, é uma das guardiãs da ciclovia. “Temos responsabilidade como atender o usuário, socorrer em caso de acidentes e esclarecer dúvidas”. Ela e mais 220 pessoas colocam o local para funcionar todo domingo.

O diretor de recreação e esportes de Bogotá, José Joaquin Moreno, acredita que a ação só dá certo por causa dos investimentos do poder público. “É óbvio que vai custar dinheiro abrir uma ciclovia. Implica em ter mais guardiões, mais sinalização. Mas implica também em ter mais saúde, mais vida. Essa é a aposta da vontade pública.”

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