Matéria Folha.com

O Banco do Brasil reavalia a continuidade de seu patrocínio à CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo).

A entidade que gere a modalidade no país é suspeita de falta de transparência em casos de doping e de não punir atletas que testaram positivo ao longo de 2010.

Ciclistas flagrados em exames feitos a pedido da UCI (União Ciclística Internacional) em competições internacionais realizadas no Brasil, no ano passado, estariam competindo normalmente sem terem sido punidos.

A modalidade tinha o Banco do Brasil como seu principal patrocinador desde 2009, mas o contrato encerrou-se em outubro do ano passado. O valor dos repasses anuais jamais foram revelados.

O departamento de esporte da instituição pedirá explicações à CBC e afirma que desconhecia os problemas.A polêmica atrapalha a renegociação. “A prorrogação do vínculo será reavaliada à luz dos novos fatos”, declarou oficialmente o banco.

Na sede da entidade, em Londrina (PR), dirigente confirma que os casos de doping existiram, mas os diretores foram desautorizados a falar em nome da entidade.

O presidente da CBC, José Luiz Vasconcellos, está na Colômbia, em um congresso.

“Todos os atletas que tiveram problemas foram julgados e penalizados. Estamos trabalhando dentro do regulamento internacional. Isso mostra seriedade no nosso trabalho”, disse, por e-mail.

“Entendemos que a divulgação dos [nomes dos] penalizados é um assunto pessoal do atleta. Nem o site da UCI informa os nomes dos punidos”, afirmou Vasconcellos.

Folha conversou ontem com um dos ciclistas envolvidos, que disse ter sido orientado pela confederação a não comentar sobre o assunto.

Ele não negou ter sido flagrado no exame antidoping, mas afirmou não ter recebido nenhuma notificação da UCI e continua competindo.

Pelo menos dois atletas que teriam testado positivo foram contemplados neste ano pelo programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte. Receberam benefícios nas categorias internacional e nacional, que rendem R$ 1.500 e R$ 750 mensais, respectivamente.

A assessoria da pasta, em nota, disse que os repasses foram cortados. O ministério declarou que não é responsável por verificar se o atleta está legal para competir. “Casos de doping devem ser informados oficialmente ao ministério pelas confederações”, afirmou a assessoria.

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) não comentou o caso e disse que “a competência para apuração de doping é da confederação”.

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