Matéria do SuperEsportes por Patrícia Banuth – Correio Braziliense

Mantidas as condições de hoje, o Brasil está fora da Olimpíada de Londres no mountain bike cross country feminino. As atletas que sonham em participar do maior evento esportivo do mundo precisam treinar forte para melhorar o desempenho do país em provas internacionais, válidas como classificatórias para os Jogos de 2012, e somar pontos até maio do ano que vem se pretendem conquistar uma vaga e carimbar o passaporte para a Inglaterra.

Atualmente em 29º lugar no ranking olímpico da União Internacional de Ciclismo (UCI), as brasileiras precisam colocar o Brasil entre as 18 melhores nações para terem o direito de enviar uma representante para Londres e dar continuidade ao feito de Jaqueline Mourão. Em 2004, nos Jogos Olímpicos de Atenas, a atleta mineira marcou a história do esporte brasileiro ao classificar pela primeira vez o mountain bike feminino para uma Olimpíada. Em 2008, ela foi novamente o nome do Brasil em Pequim, mas depois disso resolveu se aposentar da modalidade e dedicar-se ao esqui cross-country e ao biatlo (modalidade que mistura esqui e tiro esportivo).

A missão não está nada fácil para as brasileiras. Até mesmo o técnico da Seleção Brasileira de Mountain Bike, Eduardo Ramires, reconhece que o país pode ter apenas representante masculino na próxima olimpíada. “Depois que a Jaqueline parou de competir no mountain bike, ficou um vazio. Existe uma boa diferença entre o nível dela e as outras atletas que temos hoje. Para 2016, talvez, seja diferente. Temos praticantes promissoras surgindo”, avalia.

Apesar de as perspectivas não serem boas, a brasiliense Julyana Machado nem pensa em fechar as portas que Jaqueline Mourão abriu. Terceira colocada no ranking cross country brasileiro deste ano, a brasiliense de 34 anos diz que está se empenhando ao máximo para evoluir e ser dona da vaga nacional na Olimpíada de Londres. “Estou ralando muito para encerrar a minha carreira em Londres. Para uma atleta, a melhor coisa que tem é representar o seu país nos Jogos Olímpicos. É muito treino, muito sofrimento. Mas conseguindo a vaga, todos esses anos vão valer a pena”, afirma a atleta da Soul/UDF que há 10 anos compete no mountain bike.

A dura rotina de Julyana envolve cerca de 500km por semana de pedal em trilhas, musculação, corrida e natação. Tudo para deixar a atleta bem resistente para enfrentar percursos desafiadores, característicos das provas de mountain bike.

Além disso, Julyana se concentrará em vencer pelo segundo ano consecutivo a Copa Internacional de MTB –  única em território nacional que conta pontos para o ranking da UCI. Ela precisa se destacar em provas no exterior que somem muitos pontos para a corrida olímpica. O primeiro desafio internacional de Julyana é o Campeonato Pan-Americano de MTB, de 1º a 3 de abril, na Colômbia. “Estou bem fisicamente e acredito no meu potencial. Se eu conseguir uma boa pontuação no Pan-Americano e ficar entre as dez melhores em duas competições internacionais, é possível conseguir uma vaga”.

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